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Santa Casa cobra divida de quase R$ 1 milhão da Prefeitura

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30/10/2012 às 10h32
Alcides Bernardi Junior

Alcides Bernardi Junior

 

O provedor da Santa Casa de Jaú, Alcides Bernardi Junior, utilizou ontem a tribuna livre da Câmara para, durante cerca de uma hora, expor a situação do hospital e ser sabatinado pelos vereadores. Ele entregou a cada vereador um demonstrativo das contas e pediu o empenho destes para que o município quite débitos que tem com a instituição. Os débitos da Prefeitura, segundo o dermonstrativo, somam R$ 996 mil, enquanto que o déficit da Santa Casa chega a R$ 947.572,51.
 
“Com essas verbas a gente equilibraria as contas e não teria que recorrer a bancos no final do ano para garantir o pagamento do 13º salário aos funcionários”, disse Bernardi. Os débitos, conforme o seu demonstrativo, são de R$ 685 mil referentes ao repasse ao Pronto Socorro, mais R$ 213 mil do Pró-Santas Casas e R$ 98 mil de cirurgias eletivas feitas ainda no segundo semestre do ano passado.
 
Para o provedor, o ideal seria que a Prefeitura repassasse os valores que a Santa Casa utilizou recursos próprios para cobrir e que os repasses mensais para o Pronto Socorro, hoje no valor de R$ 640 mil mensais, fossem feitos mediante um contrato e não por convênio entre o município e o hospital.
 
Bernardi demonstrou que com o fechamento do Pronto Socorro Municipal, os atendimentos na Santa Casa cresceram de 11.299 mensais em 2011 para 15.484 por mês até setembro deste ano. As consultas aumentaram 37,04%;os procedimentos e exames cresceram 12,96%; os quilos de roupas lavadas aumentaram 13,32%; o lixo contaminado cresce 66,07% e as refeições aos pacientes aumentaram 24,53%.
 
O provedor lembrou aos vereadores que diversas emendas de deputados em favor do hospital ainda não tiveram os recursos liberados. “Para se ter uma idéia, duas emendas do ex-deputado jauense José Paulo Toffano, uma de R$b 800 mil e outra de R$ 200 mil, de 2.010, ainda não chegaram”, disse Bernardi.
 
Outro pedido de Bernardi Junior aos vereadores foi que consigam junto ao Executivo o parcelamento de um débito de R$ 1,5 milhão que a Santa Casa tem com o Saemja, por conta da coleta de esgoto. “A Prefeitura poderia retirar a multa e os juros e fazem um Refis e esssa conta cairia a menos da metade e ainda seria parcelada”, disse. Bernardi também defende a isenção da tarifa de esgoto para a Santa Casa, que tem poço próprio, por ser uma entidade filantrópica. “Acho que a Santa Casa, o Amaral Carvalho e o Hospital Thereza Perlati não deveria pagar pelo esgoto, por serem filantrópicos”, acrescentou.
 
Aos vereadores o provedor apresentou ainda um pedido para que atuem no sentido de a Santa Casa obter a isenção do ICMS nas contas de energia elétrica. “Consta que a Santa Casa de Piracicaba já conseguiu. Para nós, que gastamos R$ 60 mil por mês de energia elétrica, a isenção do imposto representaria R$ 180 mil por ano”, explicou.
 
Apesar da crise financeira, Bernardi garantiu que a Santa Casa continua dando todo o atendimento de rotina. “Estamos lá todos os dias e em alguns dias são atendidas 600 pessoas. Os médicos e os funcionários às vezes estão meio estressados, mas estamos fazendo a nossa parte, atendendo toda a população e dando o melhor de nós”, completou o provedor.

 

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