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Atique denuncia ingerência externa e boicote interno na Saúde

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23/10/2012 às 20h03
Abdalla Atique (arquivo)

Abdalla Atique (arquivo)

 

Em longa entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o secretário de Saúde licenciado, Abdalla Atique, junto com a secretária em exercício.Denise Sgavioli, falou sobre os problemas na sua pasta e explicou o recente fechamento do pronto-atendimento noturno e de finais de semana em dois postos de saúde. Desde esta segunda-feira o PAS do Jardim Itamaraty e a Unidade de Saúde da Família “Adilson Morandi”, do Jardim Padre Augusto Sani, não oferecem mais atendimento estendido até` às 21 horas e nem ficarão abertos nos sábados, domingos e feriados.
 
Ao explicar as recentes medidas, que tem gerado muitas críticas à administração do prefeito Osvaldo Franceschi Junior, o secretário Atique também fez graves denúncias. Numa delas disse que teriam havido interferências externas, a nível de governo, para que Jaú não conquistasse algumas melhorias na área da Saúde. Na outra, disse que a administração sofre boicote dos próprios funcionários, inclusive médicos e enfermeiras.
 
“Estamos querendo um revide? De jeito nenhum. Na minha cabeça nunca passou um revide. Temos obrigação com a população e vamos arcar com essa responsabilidade até o fim de gestão, no que depender de mim.
Temos que entregar administração zerada, até com folga para quem entrar”, iniciou o secretário, assegurando que o fechamento dos dois pronto-atendimentos não tem nada a ver com retaliação pela derrota nas urnas. O fim do atendimento noturno e de finais de semana nas duas unidades foi determinado, conforme Atique, para a contenção de despesas e pelo encerramento do contrato com a Comerp (Cooperativa Médica de Ribeirão Preto) que fornecia os profissionais médicos para a rede municipal.
 
O secretário denuncia que politicamente teria havido um trabalho contra  a administração do prefeito Franceschi em nível superior, especialmente contra a saúde, “para evitar que a gente pudesse progredir”. “Algumas coisas podem ter acontecido em nível de Brasília. Não tenho nomes”, completa. Atique cita um exemplo da regionalização do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência): “Houve trabalho para atrapalhar a regionalização do Samu. Antes de sair a regionalização do Samu não passei para a imprensa, para ninguém, mas na rádio o prefeito eleito falava que Jaú já tinha perdido o 192 do Samu. Foi falado na Rádio Tropical pelo Rafael Agostini”.
 
Quanto ainda não ter se concretizado a instalação da  UPA (Unidade de Pronto Atendimento), com recursos federais, Atique admite falhas no processo em Jaú. “Houve falha do edital de licitação. Houve atraso nosso aqui dentro. Foi feito inicialmente um projeto muito maior que o orçamento de Jaú para a saúde comportava. Depois outro projeto menor. Não sei se houve qualquer intereferência de Brasilia neste caso”.
 
Boicote
 
Ainda com relação ao Samu, o secretário diz que dentro da unidade teria havido trabalho para atrapalhar a administração municipal. “Dentro do Samu muitos trabalharam contra a gente. Foi boicote  mesmo. Alguns nomes nós tivemos que mudar. Aliás, na Saúde como um todo, em várias áreas, diversass pessoas trabalharam abertamente contra as metas da secretaria. Isso eu falo hoje sem nenhuma preocupação do que venha a seguir. O trabalho da oposição era minar todas as áreas onde o Osvaldo estava indo bem. A saúde estava indo bem.. Era uma das melhores áreas. No pronto-atendimento havia boicote, inclusive por médicos da Comerp e enfermeiras”, revela Atique.
 
Abdalla Atique reclama também da falta de apoio do Governo do Estado para a vinda a Jaú do AME (Ambulatório Médico de Especialidades).
 
Quanto a Santa Casa, que reclama ter o seu Pronto Socorro sobrecarregado desde o fechamento do Pronto Socorro Municipal e o que deve se agravar agora sem as duas unidades municipais de pronto-atendimento, Atique disse que a atual administração não tem mais o que fazer. “Nós não temos mais dinheiro para repassar. É a verdade. Esperamos que a próxima administração consiga resolver isso”, encerrou.
 
A Prefeitura repasse mensalmente R$ 640 mil para o Pronto Socorro da Santa Casa dos quais o provedor Alcides Bernardi Junior diz que R$ 500 mil vão para pagamejto dos médicos. Ele diz que com a sobrecarga de atendimento no hospital, a Santa Casa vem tendo um déficit de R$ 150 mil mensais e defende a reabertura de um Pronto Socorro Municipal.
 

 

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