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Diabéticos continuam sem especialista na rede municipal

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31/08/2012 às 15h16

 

Plínio Teixeira Jr.
 
Mais de seis meses após mostrarmos os problemas enfrentados pelos diabéticos de Jaú com a falta de médico endocrinologista – que trata dessa especialidade – na rede municipal de saúde, a situação permanece inalterada. A última médica endocrinologista que atuava na rede deixou o serviço em novembro do ano passado e, desde então, muitos dos diabéticos da cidade dependem de agendar atendimento no Hospital Estadual, em Bauru, onde a espera pela consulta pode levar mais de seis meses após o cadastramento.
 
O secretário de saúde do município, Abdala Atique, repetiu ontem os argumentos dados em fevereiro ao jornal, apontando para a dificuldade da prefeitura em contratar especialistas na área devido aos baixos salários pagos no serviço público. “Fizemos concurso entre os meses de abril e maio, mas não apareceu nenhum médico endocrinologista interessado”.
 
A exemplo do que já ocorria no início do ano, os clínicos gerais, segundo Atique, estão fazendo as vezes do endocrinologista em falta na rede municipal e atendendo aos portadores de diabetes. “Os casos em que há necessidade são encaminhados por esses clínicos até Bauru”, diz o secretário.
 
Além da baixa remuneração, que afasta os profissionais do serviço público de saúde, o titular da pasta menciona também o atual período eleitoral, quando as prefeituras são impedidas de realizar novas contratações, como uma barreira adicional para a contratação de um médico especialista na área. “Naqueles casos em que as vagas estão abertas ainda podemos chamar, mas ainda assim temos esbarrado na falta de interesse desses médicos”, lamenta o secretário. Ele cita que a secretaria está tentando a contratação de um médico endocrinopediátrico aprovado no último concurso realizado pela prefeitura, mas estaria encontrando desinteresse do profissional, que reside em Ribeirão Preto, em se transferir no momento para Jaú.

 

Um comentário(Deixe o seu)

  • Carlos Eduardo da Silva

    Se a cidade tivesse um prefeito que fosse médico, talvez as coisas estariam melhores no que se diz respeito a Saúde ... é claro que estou sendo irônico. Como pode um médico não respeitar a saúde da população jauense como o "Dr." Osvaldo Franchesci não respeitou durante a sua administração

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