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Comerciantes da Rodoviária reclamam da falta de segurança

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12/06/2012 às 08h17

 

Plínio Teixeira Jr.
Comerciantes instalados no interior e nas proximidades da estação rodoviária de Jaú estão preocupados e inconformados com a falta de segurança no local. A insatisfação maior é daqueles que alugam boxes no interior da rodoviária, que além de queixas em relação à falta de segurança, sobretudo nos finais de semana, também reclamam de diversos outros problemas, como a demora da Prefeitura em providenciar a substituição de lâmpadas queimadas, tanto na estação quanto no terminal rodoviário anexo, falta constante de materiais de limpeza nos banheiros e proliferação de goteiras em diversos pontos do prédio.
 
Sobre os dois blocos onde funcionam os guichês de venda de passagens, baldes foram colocados para receber as goteiras que desprendem do teto da estação. Já no terminal rodoviário, um pedaço de calha foi improvisado para evitar que as goteiras provenientes de um ponto bem acima da roleta de acesso ao local respingue sobre os passageiros do transporte coletivo urbano que se utilizam daquele dispositivo.
 
Na opinião dos comerciantes a Prefeitura não estaria investindo na rodoviária os recursos provenientes das taxas de embarque cobradas dos passageiros dos ônibus interurbanos e aqueles resultantes do pagamento feito por eles pelo aluguel das lojas.
 
Uma reclamação comum, tanto dos comerciantes instalados no interior da rodoviária quanto daqueles que possuem estabelecimentos nas proximidades, diz respeito aos desocupados que perambulam pelo local abordando clientes com pedidos de dinheiro. Não raro, segundo os comerciantes, esse tipo de abordagem se dá de forma ostensiva e até mediante ameaças, assustando e afastando a clientela.
 
Edson Luiz de Oliveira Souza, há quase 20 anos instalado com sua loja de salgados e sucos na rodoviária, conta que a situação piorou nos últimos oito meses, quando terminou o contrato da Prefeitura com a empresa privada que vinha fazendo o serviço de segurança no local. “Eles [da prefeitura] alegam que é preciso fazer licitação para contratar nova empresa de segurança. Mas o tempo vai passando, eles não contratam uma nova empresa, e a gente continua assim, sem nenhuma tranquilidade para trabalhar”, reclama.
 
Ele relata que os desocupados que passam pela rodoviária chegam a segurar pelo braço pessoas que entram ou saem das lojas para pedir-lhes dinheiro. “Geralmente eles abordam pessoas idosas e acabam usando de xingamentos quando não são atendidos em seu pedido de dinheiro”, afirma.
Souza diz que o funcionário que assumiu a administração da rodoviária há cerca de 20 dias quase foi agredido a pedradas ao tentar retirar um desocupado que causava perturbação aos comerciantes e usuários do local.
“Até a administração passada, a rodoviária funcionava muito bem, mas a verdade é que essa administração abandonou completamente esse lugar”, desabafa o comerciante.
 
João Duarte, instalado na estação há 33 anos, diz que o segurança destacado pela Prefeitura para atuar no local não consegue dar conta de coibir a abordagem de desocupados aos usuários da estação. “Até porque, ele tem a função apenas de cuidar do patrimônio público, evitando danos ou depredações que possam ser promovidos por essas pessoas no interior da rodoviária. Assim mesmo, aos sábados esse segurança encerra o expediente no horário do almoço, e a partir daí isso aqui fica completamente desprotegido, até mesmo contra possíveis depredações”, afirma.
 
José Eduardo Devides, há mais de 30 anos com sua tabacaria na rodoviária, diz possuir informações de que a estação é auto-suficiente do ponto de vista financeiro. “Até onde estou informado, a Prefeitura arrecada em torno de R$ 30 mil mensais entre o valor que é cobrado de taxa de embarque dos passageiros e o aluguel das lojas aqui instaladas. O problema é que esse dinheiro não retorna em melhorias para a rodoviária”, avalia.
 
Entorno
Se no interior da rodoviária os comerciantes estão descontentes com a abordagem constante de desocupados aos clientes, nas imediações a situação não é diferente. Lojistas instalados nas ruas Humaitá e Edgar Ferraz, em frente à estação, também relatam experiências desagradáveis com essas pessoas.
 
Thiago Adriano Marcelino, da Déia Modas, que comercializa roupas, acessórios e bijuterias na esquina das duas ruas, diz que se por um lado os comerciantes tiveram uma melhoria no movimento após a remoção das barracas de camelos que funcionavam na praça Oswaldo Galvão de França, ao lado da rodoviária, para as lojas do Shopping Popular, a presença constante de desocupados na praça fez crescer a preocupação com a segurança de seus estabelecimentos.
 
Alguns comerciantes relatam furtos promovidos por alguns desses desocupados. O proprietário da loja de roupas Bom Preço, Hassan Baydon, há dez meses instalado na rua Humaitá, já foi vítima de seis roubos de mercadorias em seu estabelecimento.“Eles [desocupados] passam pela loja, apanham uma peça em exposição próximo da porta e saem correndo”, sem dar tempo da gente reagir”, lamenta. Baydon conta que a loja funciona aos domingos até o horário do almoço, e que nesse dia a sensação de insegurança é ainda maior na região.
 
Natal Mizziaci, da loja Brasília, também diz que foi alvo de furtos e reclama da presença constante de pessoas desocupadas abordando clientes que entram ou deixam o estabelecimento.
 
O proprietário da R.A. Variedades, Raul Rodrigues Costa, é outro que se diz vítima constante de furtos no interior da loja e da abordagem de pedintes à sua clientela.  “Toda semana, pelo menos um furto acontece aqui na minha loja”, relata o comerciante, que diz já ter desistindo de ligar para a polícia.
“Com a ligação para o 190 sendo atendida em Bauru, quando a polícia chega aqui já é tarde demais”, comenta.
 
A lojista Luana Tamara, há pouco mais de um mês instalada na rua Edgar Ferraz, conheceu cedo os problemas causados pelos desocupados que perambulam pelas imediações. Na última sexta-feira, quando o comércio estendeu o horário de atendimento até às 20h, em razão das vendas pelo Dia dos Namorados, ela precisou baixar as portas uma hora antes, incomodada com a presença de pedintes abordando de forma ostensiva as pessoas que passavam pela rua. “Minha filha pequena chegou a ficar assustada com a presença desses pedintes na calçada, e achei melhor fechar mais cedo para não ter mais problemas”, conta ela.
 
Os comerciantes próximos à rodoviária foram unânimes em afirmar que os problemas enfrentados por eles com a presença de desocupados na região poderiam ser diminuídos com o deslocamento mais constante de viaturas da polícia para as ruas das imediações.
 
“À disposição”
 
Em nota distribuida por e-mail, o Departamento de Conunicação da Prefeitura informa que o secretário de Administração, João Roberto de Chico, nunca  recebeu qualquer reclamação ou reivindicação de comerciantes da rodoviária. Informa ainda que o secretário está à disposição dos reclamantes, bastando que os mesmos agendem uma reunião na Prefeitura para expor as suas reivindicações. A nota termina dizendo que o secretário iria determinar ao Diretor da Rodoviária, Rafael Urbano, para que recolha as solicitações dos comerciantes instalados no local.
 

 

4 Comentários(Deixe o seu)

  • Marcos

    Este é o retrato da falta de segurança pública em nossa cidade. Os crimes contra o patrimonio tem aumentado e nenhuma resposta eficaz tem sido dada à população de Jau que está cada dia mais acuada em suas casas.

  • Márcio

    Essa administração é uma vergonha, agora é praciso ter reclamações para tomar providencias é só dar uma passada por lá e ver como que está a situação, alias era bom esses secretários dar uma volta na cidade inteira para ver que está uma vergonha tanto descaso. PEDE PRA SAIR!!!!!!!

  • Andre Martins

    A coisa tá feia!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Muitos assaltos,roubo de carros e residencias, eu gostaria de saber, Cadê a policia?
    Por que estamos ficando refens dos marginais? E o dinheiro dos impostos que é pra ser investido na segurança?
    Cadê os nossos politicos pra lutar por melhorias na segurança?
    Socorrooooooooooooooooooooooo, Deus nos proteja!!!!!

  • marcos cunha

    a policia vive fazendo comando lá atrás da aabb, perto do objetivo, o problema tá no centro da cidade não nesses locais enquanto eles permanecem la, da tempo a bandidagem agir no centro na rodoviaria etc.......

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