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Polícia reconstitui latrocínio do fisioterapeuta na vicinal

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30/05/2012 às 15h19

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J.H. Teixeira

 

Na manhã desta quarta-feira (30) a Polícia Civil fez a reconstituição do crime de latrocínio ocorrido em 15 de maio último quando o fisioterapeuta Vitor Dias Neto , 27 anos, foi baleado por Hiago Mazinador Gonçalves (réu confesso) dentro da camionete da vítima na vicinal José Maria Verdini. Vitor morreu quatro dias depois na UTI da Santa Casa. Hiago tentou vender a camionete e capotou o veículo. Foi preso em sua casa na tarde de 17 de maio.
 
Sob o comando do delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Gustavo Alonso Garmes, os policiais da delegacia especializada e do Instituto de Criminalistica foram ao local, levando Hiago Gonçalves para reconstituir o ocorrido na noite de 15 de maio. Ele contou com detalhes como tudo aconteceu, enquanto que um homem da própria polícia fazia se passar pela vítima.
 
Hiago Gonçalves contou que os dois vinham discutindo dentro do carro e ainda com o veícull em movimento na vicinal, apontou o revolver para a cabeça de Vitor. Logo que Vitor parou no acostamento e virou-se para ele, Higo puxou o gatilho, atingindo-o na testa. Depois desceu da camionete, foi para a outra porta, tirou o cinto de segurança que Vitor usava e arrastou o corpo para fora do veículo levando-o até uma canaleta de escoamento de águas pluviais na margem da vicinal.
 
Na manhã de quarta-feira (16) um casal que passava de carro pela estrada viu o homem ferido. A polícia foi acionada e ele levado à Santa Casa, ainda sem identificação e acreditando-se que fora vitima de atropelamento. Depois foi descoberto que a vítima havia recebido um tiro. Vitor Dias Neto morreu na Santa Casa na noite de sábado. A família fez a doação dos seus órgãos para múltiplos transplantes.
 
No local da reconstituição, Hiago Gonçalves recusou-se a falar a imprensa. Perguntado se ele mantinha a versão de que atirou em Vitor por causa de uma divida de droga, calou-se. Os familiares e amigos de Vitor Dias Neto refutam essa versão pois dizem que o fisioterapeuta não usava drogas, nem fumava, e cuidava do corpo com exercícios e terapias apropriadas.
 
O delegado Gustavo Garmes disse que a reconstituição é uma das peças finais para a conclusão do inquérito que preside. “Falta ouvir uma ou duas pessoas e depois relatar o inquérito. Aqui confrontamos o que ele declarou no dia que foi preso. Por enquanto ele mantém a versão da dívida de drogas”, disse o delegado.
 
Da vicinal a equipe foi até o local onde Hiago Gonçalves disse ter jogada a arma dele e o celular da vitima, que não foram encontrados. Ele falou que jogou a arma e o telefone móvel no rio Jaú a caminho de sua casa no Jardim São José.

 

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