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Técnico fala sobre goleada sofrida pelo XV em Lins

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06/08/2010 às 09h01
Paulo Cesar Grange - Ass. XV

Na volta a Jaú depois de ver o XV de Jaú perder por 6 a 1 em Lins, pela Copa Paulista, o técnico Carlos Rossi analisou o resultado e o comportamento do time. E falou da própria situação que o Galo passa. Para ele, a competição está ainda em aberto e em uma rodada o clube pode entrar na zona de classificação.
O XV sofreu três gols no primeiro tempo até os 26 minutos. E marcou seu gol aos 39, com Gustavo. Depois tomou mais três gols na etapa complementar. Para Carlos Rossi, o placar não condiz com o que foi o jogo. Nos dez minutos iniciais, por exemplo, o XV conseguiu surpreender o adversário pela rapidez e por ter partido para cima.
“Principalmente no primeiro tempo não corresponde ao placar. A gente teve uma postura de enfrentar o Linense de frente, de marcação sobre pressão. Tivemos uma postura igual a eles. Mas, pela experiência deles, pelas vivência por ser um time treinado pelo mesmo treinador há três anos, eles conseguiram encontrar espaço e acabou 3 a 1.”
Rossi completa: “No segundo tempo tínhamos uma postura boa até levar mais um gol e a expulsão do Marinho. As trocas que o Vilson Tadei faz não diminuem a qualidade do time do Linense. É um time que está se preparando para a Série A-1. Manteve o time que foi campeão da A-2. É um time que se conhece há bastante tempo.”
Mesmo assim, Rossi diz que é possível tirar coisas boas de uma derrota como essa. “Tirei muita coisa positiva, inclusive nas coisas negativas. Inclusive no placar e da forma como foi. É minha característica como treinador enfrentar o adversário. Eu sei o que vou enfrentar na A-3. Se não for ofensivo, se não marcar o adversário no campo deles você não consegue seu objetivo.”
Ele cita o caso do Comercial, que jogou a A-3 este ano e não subiu mesmo tendo uma equipe forte. Mas que foi medrosa nos jogos.
O treinador falou ainda de problemas com o time. “É lógico que ás vezes falta maior comprometimento de alguns atletas.” Na avaliação dele a expulsão de Marinho complicou ainda mais a situação que já era complicada.
E falou das cobranças. “Sei que as cobranças vão vir. As críticas têm de vir e têm de vir para mim. Sei dessa situação pela vivência que tenho no futebol.”
Carlos Rossi lembra que há sete anos o Linense tenta chegar à A-1 e conta com apoio forte do poder público – uma arena será construída em breve no Estádio Gilbertão. O apoio de uma empresa de peso (Bertin) é outro ponto forte do Linense, cuja folha salarial da Copinha é de R$ 200 mil. “Se prepararam para chegar à primeira divisão. Vamos ver se conseguem se manter”, diz o treinador. “É uma diferença muito grande da primeira para a segunda divisão.”
Salários - Sobre os salários que o Linense paga, o treinador diz que tem conhecimento que chega a R$ 15 mil para um único jogador – Alessandro Cambalhota. O André, diz ele, ganha R$ 12 mil. O atacante Fausto, que foi vendido este ano, ganhava quase R$ 30 mil por mês. “Eles têm premiação para ser campeão da Copinha. O XV joga como laboratório para a A-3”. No XV, por exemplo, o maior salário não chega a R$ 1,5 mil. A maioria ganha na faixa de R$ 600 a R$ 800.
Torcida - “A gente pede até desculpa para o torcedor pelo placar. A gente pede mais um pouco de paciência ao torcedor de Jaú. Essa situação não é de hoje, é de algum tempo. A gente está tentando resgatar e vai resgatar a tradição do XV.”
Jogo de domingo – Para o treinador, o jogo das 11h de domingo, em Presidente Prudente, vai ser mais uma partida complicada. O adversário disputa o Brasileiro, a Copa Sul-Americana e a Copinha e tem condições de ter três times. Na última rodada, o Grêmio Prudente perdeu por 3 a 0 para o Noroeste, resultado que surpreendeu Carlos Rossi.
O Noroeste, por exemplo, perdeu por 4 a 0, em casa, para o Linense na primeira rodada da Copa Paulista. Para Carlos Rossi, o importante é que “as vagas estão abertas”. “Se a gente tiver um resultado positivo no domingo e o Linense ganhar do Marília, a gente passa a ser quarto colocado e entra na zona de classificação. O jogador precisa acreditar, a gente ter paciência, a diretoria entender (e está entendendo) o que estamos fazendo e a imprensa entender e não ver só o lado negativo.”
Rossi garante que está preparado para enfrentar qualquer time de peito aberto, já que só assim se chega a algum lugar. Armar retranca e perder de pouco não é o que ele sabe fazer. “É necessário que aconteça uma situação como essa (goleada) para que a gente caminhe pra frente”, finaliza.
 

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