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Bancários podem parar

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Jaú, José Antonio Gamba, haverá assembleia na próxima quinta-feira (12) e em todos os sindicatos do país para ratificar a rejeição da contraproposta, que já foi rejeitada pelo comando nacional na mesa de negociação com os banqueiros.

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10/09/2013 às 08h55
No ano passado a greve foi deflagrada no dia 18 de setembro

No ano passado a greve foi deflagrada no dia 18 de setembro

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs um reajuste de 6,1% aos bancários de todo o país. O índice apresentado no dia 5 deve ficar abaixo da inflação medida pelo INPC nos últimos 12 meses, que é estimada em 6,39%. Os bancários reivindicam, além da reposição da inflação, aumento real de 5%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Jaú, José Antonio Gamba,  haverá assembleia na próxima quinta-feira (12) e em todos os sindicatos do país para ratificar a rejeição da contraproposta, que já foi rejeitada pelo comando nacional na mesa de negociação com os banqueiros. “Se a proposta não mudar, a categoria pode entrar em greve a partir do dia 19”, disse.

Gamba considerou “uma aberração” a contraproposta salarial apresentada pelos banqueiros, “que não contempla nem a inflação do ano”. As entidades sindicais de modo geral  observam que o setor financeiro apresentou lucros recordes no primeiro semestre de 2013. Os cinco maiores bancos (Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander) alcançaram resultado de R$ 29,1 bilhões, ante R$ 24 bilhões no mesmo período do ano passado.

O sindicato denuncia, também o elevado índice de adoecimentos no ramo financeiro devido a uma combinação de acúmulo de trabalho, volume de pressão por metas e déficit de pessoal. “Os bancários se tornaram comerciários.É um assédio moral. Tem que vender, vender, com metas abusivas que são impostas. Tem bancários que estão sendo afetados psicologicamente e estão em tratamento”, observou Gamba.

A Federação Bancários denuncia que esse modo de gestão dos bancos obriga os funcionários a forçar a venda aos clientes de produtos desnecessários. Foram mais de 21 mil bancários afastados no ano passado, sendo mais de 50% por transtornos mentais e doenças como LER/Dort, causados por um ritmo de trabalho estressante e abusivo.

Entre os itens reivindicados estão ainda piso salarial no valor de R$ 2.860, participação nos lucros ou resultados de três salários base mais um parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação (um salário mínimo, R$ 678,00).

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