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Bancários de Jaú podem parar a partir do dia 18

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07/09/2012 às 13h38

 

O Sindicato dos Bancários de Jaú e Região está publicando hoje convocação de assembléia da categoria para a próxima quarta-feira, onde irá apresentar a contraproposta salarial oferecida pelos bancos durante a última rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos Bancos (Fenaban), realizada na terça-feira (04), em São Paulo. Além de defender a rejeição da proposta das instituições, os representantes do sindicato irão deliberar com a categoria sobre a possível deflagração de greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 18. No ano passado, os funcionários de 17 agências bancárias de Jaú paralisaram as atividades durante a primeira quinzena de outubro. Na ocasião, apenas a agência do Bradesco continuou funcionando normalmente na cidade. Também houve paralisação de agências em diversas cidades da região.
 
A rodada da última terça-feira entre os representantes dos bancários e a Fenaban durou menos de meia hora, quando os bancos mantiveram proposta de 6% de reajuste, distante dos 10,25% referentes à inflação do período e mais 5% de aumento real reivindicados pela categoria.
 
O presidente do sindicato em Jaú, José Antônio Gamba, diz que o Comando Nacional quer continuar negociando com os representantes dos bancos, tanto que enviou carta à Fenaban após o encontro entre as partes na terça-feira onde manifesta aguardar uma nova proposta das instituições até o próximo dia 17. A entidade também encaminhou ofícios aos bancos públicos cobrando apresentação de propostas para as reivindicações específicas dos funcionários, e aos bancos privados, para retirar a exigência de negociações sobre a garantia de empregos. Entre as reivindicações específicas mencionadas na carta da entidade estão a contratação de mais funcionários e garantias contra demissões imotivadas.
 
SEM AVANÇO
 
“Não houve nenhum avanço nas negociações da última terça-feira. A proposta que foi mantida pelos bancos representa a reposição da inflação e apenas 0,58% de aumento real nos salários”, comenta Gamba. “Além de recusar essa proposta, nós também estamos questionando a Fenaban a respeito dos truques utilizados pelos bancos para maquiar os seus balanços, aumentando artificialmente os índices do PDD (Provisionamento de Devedores Duvidosos), como uma forma de tentar disfarçar o aumento absurdo dos lucros desses bancos nos últimos anos”, completa o sindicalista. Os índices mencionados referem-se variação do porcentual de inadimplência registrado pelos bancos em seus balanços no tocante aos empréstimos por eles liberados durante determinado período. No caso do banco Safra, por exemplo, a variação apresentada para o referido índice no primeiro semestre de 2012 foi de 110,55% em relação ao mesmo período do ano passado. “Ou seja, esse  banco emprestou durante esse período e absolutamente ninguém pagou por esses empréstimos”, ironiza Gambá. Ele afirma que a manobra contábil utilizada pelos bancos reflete diretamente na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), incidente sobre o lucro líquido das instituições, e que é repassada aos funcionários.
 
O Comando Nacional dos Bancários informa que os bancos já distribuíram parcela maior do seu lucro líquido aos bancários a título de PLR. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, em 1995 a distribuição nos maiores bancos privados era de 14% do lucro líquido e em 2011 este valor teria caído para menos da metade, ou 6,4% em média.
 
Depois de apontar para o resultado financeiro obtido nos últimos anos pelos bancos do país, a assessoria argumenta que nada justificaria essa redução drástica na parcela do lucro líquido repassado aos funcionários. “Somente os cinco maiores bancos tiveram R$ 50,7 bilhões de lucro líquido em 2011, com uma rentabilidade superior a 21,2%, a maior do mundo”, argumenta a assessoria. “No primeiro semestre deste ano, as mesmas instituições apresentaram lucro líquido de R$ 24,6 milhões, maior que em igual período do ano passado”, completa.
 
DIRETRIZES
José Antônio Gamba participa na próxima terça-feira, com dirigentes de outros 23 sindicatos filiados às federações dos bancários de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, de reunião em São Paulo para avaliação da campanha salarial de 2012 e definição das diretrizes para a continuidade da campanha salarial da categoria a partir das assembléias que estarão sendo realizadas no dia seguinte. Em Jaú, a assembléia do dia 12 acontece na sede do sindicato, no edifício Novo Mundo, na rua Lourenço Prado, 374. A primeira convocação está marcada para as 18h30, e a segunda convocação, com qualquer número de participantes, tem início às 19h.
 
Em encontros semelhantes no ano passado, os bancários de Jaú decidiram pela paralisação, em adesão a greve nacional da categoria. Em Jaú, funcionários de 17 agências cruzaram os braços durante a primeira quinzena de outubro. Apenas a agência local do Bradesco continuou funcionando normalmente na cidade durante a paralisação. Também ocorreram paralisações de agências na maioria das cidades da região.

 

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